Ciclo de teatro para a infância "A_crescent/ARTE 2011"
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Com Jorge Palma do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve
Cacela Velha (entre a Igreja e a Fortaleza), 16 de Junho às 18h
Continuam em Cacela Velha ao final da tarde, com os areais e as águas da península de Cacela a servir de fundo, as “Palavras sobre a ria”, uma organização da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António / Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela.
No próximo dia 16 de Junho (quinta-feira), pelas 18 horas, Cacela Velha recebe Jorge Palma do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve para uma conversa sobre “Cavalos marinhos na Ria Formosa”.
Devido à sua morfologia particular, os cavalos-marinhos eram tidos na antiguidade como criaturas míticas, geradoras de lendas fantásticas. Este misticismo envolvente gerou em muitos povos, a crença de que estes animais possuíam qualidades mágicas e medicinais, facto que desde sempre contribuiu para a sua procura e comercialização. Esta procura e consequente captura, é também ela facilitada pelo facto de todas as espécies de cavalos marinhos conhecidas, habitarem zonas costeiras de baixa profundidade. Paralelamente, é também nestas zonas, que a acção humana mais se faz sentir, através de impactos negativos, directos e indirectos que contribuem para a redução das populações locais de cavalos-marinhos. Actualmente, as duas espécies de cavalos marinhos que ocorrem na Ria Formosa, encontram-se também elas sujeitas a fortes impactos antropogénicos, pelo que em prol não só da sua conservação, mas também da biodiversidade deste ecossistema marinho como um todo, urge que sejam tomadas medidas para a gestão e conservação deste património único em território nacional.
A conservação destas espécies é apenas viável, não só, através de um conhecimento profundo dos seus hábitos de vida, mas também, através da implementação de acções de monotorização das populações selvagens, da recuperação de habitats, de programas de reprodução em cativeiro e da identificação das fontes causadoras do seu decréscimo. Essas, são por isso, algumas das tarefas actualmente desenvolvidas por investigadores do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve com o propósito de elaborar planos viáveis de conservação das espécies de cavalos marinhos na Ria formosa.
Apareça!









2. VALORIZAÇÃO, DIVULGAÇÃO E USUFRUTO
Passeios e visitas
- “Passos Contados”, o ciclo de passeios pedestres, dinamizado pelo CIIPC/CMVRSA, voltou a mobilizar este ano, na sua 4ª edição, muitas dezenas de participantes. Os percursos iniciaram em Abril com o Mestre José Salgueiro com quem ficámos a conhecer as ervas e os seus usos na medicina popular e alimentação; com o historiador Cláudio Torres descobrimos as heranças islâmicas nas formas de construir e habitar; com o historiador Luís Oliveira e o arqueólogo João Pedro Bernardes percorremos e aprendemos sobre os antigos caminhos, muros e valados; à noite com o contador António Fontinha e a arqueóloga Catarina Oliveira ouvimos lendas sobre os antigos medos nocturnos; com os pés na água apanhámos e aprendemos a conhecer os bivalves da Ria Formosa; já no final do Verão, com o historiador António Rosa Mendes e o Senhor José Roberto fomos colher figos, e compreender a sua importância, a par da amêndoa e alfarroba, na história e economia local; terminámos já em Outubro com um percurso geológico sobre alterações no uso e ocupação do território, orientado pelo geólogo Hélder Pereira.
Pela riqueza e diversidade de experiências que proporcionam, pela interrogação e diálogo entre os participantes e os guias especializados, pela descodificação activa do património e pelo contacto próximo com os valores culturais e paisagísticos, os Passos Contados têm conquistado os muitos participantes que se juntam nestes percursos de interpretação.















- Já de olhos postos no futuro, está em preparação o próximo projecto educativo: “O que comiam os nossos avós? A alimentação no Sotavento Algarvio”. Que influências deixaram romanos e árabes na nossa cozinha? De que forma o que comemos se relaciona com os recursos disponíveis no território e a sua exploração? Que trocas de produtos se estabeleciam em tempos idos entre os pescadores do litoral, os camponeses do barrocal e os montanheiros? Como é que a sazonalidade e o ciclo agrícola marcava a alimentação ao longo do ano? Como se conservavam os alimentos do mar e da terra? O que se comia e como se comia nos dias festivos (o Entrudo, a Páscoa, os Santos Populares, o Dia de Todos os Santos, o Natal,…)? Como eram as nossas cozinhas, como que se cozinhava no lume de chão junto à chaminé e o que se cozia no forno de lenha? Que recipientes e utensílios se utilizavam para a preparação dos alimentos e às refeições? O que resta do nosso antigo receituário na memória dos mais velhos? São algumas das questões a que crianças, professores e familiares procurarão dar resposta ao longo dos próximos dois anos lectivos.
